Como o Mitocôndria foi construído — as decisões criativas, o modelo por trás dos números, as técnicas de renderização e o que qualquer pessoa pode reaproveitar.
Quase toda peça de educação em saúde escolhe entre duas formas: o dashboard (números frios em caixas) ou o scrollytelling (texto que rola com ilustrações). Ambas já cansaram. A aposta aqui foi inverter a relação: e se o dado não estivesse em um gráfico, mas dentro de um objeto vivo que reage?
A mitocôndria é o objeto perfeito para isso. É a "usina de energia" da célula — uma metáfora que todo paciente entende — e o elo direto entre hábitos do dia a dia e energia sentida no corpo. Transformar a organela em um painel de controle, onde os determinantes de saúde são sliders que alteram a produção de energia visível, cria uma estrutura que ainda não existia: o dado como fenômeno, não como rótulo.
A tentação era um raymarching volumétrico em WebGL. Mas três coisas pesaram a favor do Canvas 2D:
A profundidade "3D" é uma ilusão construída com ordenação por profundidade (cristas centrais desenhadas por cima, mais brilhantes), gradientes de volume nas membranas, luz de borda (fresnel) e uma respiração sutil da organela.
Os seis controles alimentam uma função pura que devolve cinco saídas. É deliberadamente simples e direcional — captura o sentido do que a ciência descreve, sem fingir precisão.
// ilustrativo — não é um modelo clínico
biogênese = f(exercício↑, jejum↑, sono) · declínio_idade
ROS = f(açúcar↑, estresse↑, pouco_sono↑, idade↑) − exercício
eficiência= f(exercício, jejum, sono) − açúcar − estresse
ATP = (biogênese + eficiência − ROS) · fator_idade
A partir do ATP nascem os comportamentos visuais: intensidade do brilho da matriz, frequência da pulsação, densidade e velocidade das partículas de ATP, temperatura de cor (âmbar quente = vigor; frio e apagado = esforço) e a quantidade de faíscas vermelhas de ROS.
O toque que torna a peça útil: o motor testa, para o paciente atual, qual alavanca isolada renderia o maior ganho de ATP (uma derivada numérica simples) e escreve uma frase pronta — "os maiores ganhos viriam de melhorar o sono e cortar o açúcar". É a ponte entre a imagem bonita e a conversa real no consultório.
Duas elipses lumpy concêntricas com gradiente de volume e traço de borda teal — a externa lisa, a interna dobrada nas cristas.
Lamelas arredondadas que partem das paredes e cruzam a matriz, interleaved topo/base. Mais cristas quando a biogênese sobe.
Pontos que pulsam ao longo das cristas — as "bombas de próton" e ATP-sintases, de onde nascem as partículas de ATP.
Partículas douradas com rastro que sobem das cristas e escapam pelos polos da organela para o citoplasma.
Pequenos traços que correm pela membrana interna, com velocidade proporcional à atividade — o H⁺ sendo bombeado.
Faíscas vermelhas erráticas e de vida curta, densas quando ROS está alto — o "dano" que o paciente enxerga.
Todo o brilho usa composição aditiva (globalCompositeOperation='lighter'), que soma luz sobre luz e dá o aspecto de energia real emanando da organela.
<input type="range"> nativos — operáveis por teclado, com foco visível.prefers-reduced-motion desliga a animação e renderiza um quadro estático representativo; há também um botão de pausar.?nosync=1 carrega um estado saudável e vibrante e garante que o primeiro quadro já esteja desenhado — essencial para capturas em navegador headless, que ficam em branco se a cena depender de rolagem programática.left:50%; transform:translateX(-50%), overflow-x:hidden no corpo, linhas de controle sem quebra.HTML/CSS/JSsem buildCanvas 2D proceduralpt-BRMIT
Código aberto em github.com/pmf-labs/mitocondria.